A reposição hormonal bioidêntica tem ganhado cada vez mais espaço entre mulheres que buscam uma alternativa segura e eficaz para aliviar os sintomas da menopausa. Mas, afinal, esse tipo de tratamento é realmente mais natural? Ele apresenta menos riscos do que a reposição hormonal convencional?
Neste artigo, vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre a reposição hormonal bioidêntica, explicar como ela funciona e em que casos ela pode ser indicada com segurança.
O que é reposição hormonal bioidêntica?
A reposição hormonal bioidêntica utiliza hormônios com estrutura molecular idêntica aos produzidos naturalmente pelo corpo humano, especialmente o estrogênio, a progesterona e a testosterona.
Esses hormônios podem ser derivados de fontes vegetais, como a soja e o inhame, e são manipulados em farmácias especializadas para atender às necessidades específicas de cada paciente.
Quais os benefícios da reposição bioidêntica?
Os benefícios da reposição hormonal bioidêntica são semelhantes aos da reposição convencional, mas com o diferencial de uma personalização mais precisa do tratamento.
Principais vantagens:
- Redução dos fogachos (ondas de calor)
- Melhora da lubrificação vaginal
- Diminuição da insônia e da irritabilidade
- Melhora do desejo sexual
- Prevenção de osteoporose e perda muscular
- Proteção da função cognitiva e do coração
É verdade que a reposição bioidêntica é mais segura?
Parcialmente verdade. A segurança do tratamento depende menos do tipo de hormônio e mais de como ele é administrado, da dose utilizada e do acompanhamento médico contínuo.
A ideia de que a reposição bioidêntica “não tem riscos” é um mito perigoso. Mesmo sendo idênticos aos hormônios humanos, eles ainda atuam no organismo de forma intensa e precisam de monitoramento.
Mitos comuns sobre a reposição hormonal bioidêntica
❌ Mito 1: É 100% natural
➡️ Apesar de ter origem vegetal, os hormônios bioidênticos são sintetizados em laboratório. Eles são naturais na estrutura, mas o tratamento não é considerado “natural” no sentido popular da palavra.
❌ Mito 2: Pode ser usada sem receita
➡️ Todos os tipos de reposição hormonal exigem prescrição médica. A automedicação pode causar sérios efeitos colaterais.
❌ Mito 3: Não causa efeitos colaterais
➡️ Assim como a reposição convencional, a bioidêntica também pode apresentar efeitos como retenção de líquido, sensibilidade nas mamas, alteração de humor e, em casos raros, aumento do risco de trombose — especialmente se mal administrada.
Quando a reposição bioidêntica é indicada?
Ela pode ser recomendada para mulheres com sintomas moderados a intensos da menopausa ou do climatério, especialmente aquelas que:
- Não se adaptaram à reposição tradicional
- Têm preferência por uma abordagem mais personalizada
- Precisam de doses ajustadas sob medida
- Desejam uma aplicação mais confortável (cremes, adesivos, implantes)
Cada caso deve ser avaliado de forma individual pelo médico, com base em exames clínicos e hormonais detalhados.
Existe contraindicação?
Sim. A reposição hormonal bioidêntica é contraindicada para mulheres com histórico de:
- Câncer de mama ou de útero
- Doenças tromboembólicas
- Problemas hepáticos graves
- Doenças cardiovasculares descompensadas
Por isso, o tratamento deve ser sempre supervisionado por um ginecologista experiente.
Como é feita a administração?
A aplicação pode ser realizada de diversas formas, dependendo da necessidade da paciente:
- Cápsulas manipuladas
- Géis transdérmicos
- Adesivos hormonais
- Implantes subcutâneos (chips hormonais)
A forma de aplicação influencia diretamente na absorção e nos resultados — outro motivo para evitar a automedicação ou o uso sem prescrição.
Conclusão
A reposição hormonal bioidêntica é uma opção eficaz e segura quando bem indicada e acompanhada por um médico especialista. Ela pode proporcionar qualidade de vida, equilíbrio hormonal e alívio de sintomas importantes para a saúde da mulher.







